Treinador contratado em setembro para planejar o biênio deixa o cargo a menos de um mês do Candangão, forçando o clube a buscar um novo comandante às pressas.
O Brasiliense anunciou neste domingo (14 de janeiro) a demissão do técnico Lúcio Flávio e de toda a sua comissão técnica, pouco mais de três meses após sua contratação para liderar o projeto de 2026 do clube. A decisão, comunicada por nota oficial, ocorre em Taguatinga (DF) às vésperas do Campeonato Candangão, que começa em 10 de fevereiro, e foi tomada após uma série de amistosos preparatórios. O movimento, segundo aponta o contexto, reflete insatisfação da diretoria com os resultados e a preparação inicial da equipe, forçando uma mudança urgente no planejamento.
O que motivou a demissão de Lúcio Flávio no Brasiliense?
Embora o Brasiliense não tenha detalhado publicamente os motivos específicos da saída, a cronologia dos fatos indica uma avaliação negativa da pré-temporada. Lúcio Flávio, contratado em setembro com a missão de reestruturar o time para os próximos dois anos, comandou a equipe em uma sequência de amistosos de preparação. Aparentemente, o desempenho e a evolução apresentados pelo elenco nesses testes não convenceram a diretoria, que optou por uma mudança radical antes do início das competições oficiais.
A decisão demonstra que o clube prioriza o curto prazo – um bom desempenho no Campeonato Candangão e um acesso na Série D – em detrimento da continuidade de um projeto de médio prazo que mal havia começado. A saída abrupta de toda a comissão técnica sugere que a insatisfação ia além da figura do técnico principal, abrangendo toda a concepção de trabalho que estava sendo implantada.
Como fica o planejamento do Brasiliense para o Candangão e a Série D?
O cenário agora é de reconstrução acelerada. Com menos de um mês para a estreia no Candangão, o novo comandante – ainda não anunciado – herdará um elenco em formação e um cronograma extremamente apertado. O clube informou que as atividades serão conduzidas provisoriamente pela comissão técnica fixa a partir de segunda-feira (15/1), enquanto negocia a contratação de um substituto.
O desafio é logístico e tático. O novo técnico terá tempo limitado para impor suas ideias, avaliar o plantel, possivelmente fechar contratações urgentes e preparar a equipe para uma temporada que inclui duas competições simultâneas: o estadual e a Série D do Brasileirão. O calendário intenso exige uma definição quase imediata para minimizar os prejuízos na preparação.
