Operação SCS Integrado inicia atuação permanente da UISP no centro de Brasília

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A Polícia Militar do DF (PMDF), em integração com outras forças de segurança, lançou nesta segunda-feira (22) a Operação SCS Integrado no Setor Comercial Sul, em Brasília. A iniciativa marca o início operacional da Unidade Integrada de Segurança Pública (UISP) no local, com o objetivo de combater crimes patrimoniais e aumentar a sensação de segurança na região central. A ação foi baseada em policiamento ostensivo reforçado, uso de tecnologia como reconhecimento facial e uma presença estatal permanente, visando responder de forma mais rápida e eficaz à criminalidade.

A Operação SCS Integrado representa um marco na segurança pública do Distrito Federal. A partir desta segunda-feira (22), o Setor Comercial Sul (SCS), coração financeiro e comercial de Brasília, passa a contar com um novo modelo de atuação policial. A Operação SCS Integrado não se trata de uma ação pontual, mas do início efetivo e simbólico da atuação da Unidade Integrada de Segurança Pública (UISP) na região.

A ação conjunta mobilizou a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), a Polícia Militar (PMDF), a Polícia Civil (PCDF), o Detran-DF e o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF). O propósito declarado é enfrentar crimes como furtos, roubos e outros delitos de natureza patrimonial, que historicamente afetam áreas de grande circulação de pessoas e comércio, através de uma presença estatal integrada e permanente.

O que muda com a implantação da UISP no Setor Comercial Sul?

A principal mudança é a transição de um policiamento reativo para um modelo baseado em ocupação qualificada e inteligência. A UISP deixa de ser um conceito e se torna a base operacional fixa do 1º Batalhão da PMDF no SCS. Isso significa que, a partir de agora, o tradicional posto policial da região será potencializado.

O espaço abrigará e coordenará as ações de unidades especializadas, como o Grupamento Tático Operacional (Gtop) e o Grupamento Tático em Ações Motociclísticas (Gtam). Essa estrutura permite uma resposta imediata a incidentes e um policiamento ostensivo muito mais dinâmico e visível, desenhado para inibir a criminalidade antes que ela ocorra. A atuação da UISP consolida, portanto, uma nova filosofia de gestão territorial da segurança.

Como funciona a estratégia de integração e tecnologia?

O suporte tecnológico é um pilar central da nova estratégia. O comando da operação terá acesso direto ao sistema de videomonitoramento da região, que será utilizado de forma inteligente. As câmeras não servirão apenas para gravar imagens, mas serão integradas a softwares de reconhecimento facial e leitura de placas de veículos (LPR).

Essas ferramentas permitem cruzar dados em tempo real, identificar indivíduos com mandados de prisão em aberto ou veículos roubados que adentrem a região. A integração operacional entre as instituições garante que, uma vez identificada uma ameaça, a comunicação entre PMDF, PCDF e Detran seja ágil, permitindo uma interceptação rápida e coordenada. A tecnologia, neste caso, atua como um multiplicador de força e precisão.

Qual o papel de cada instituição na nova dinâmica?

Enquanto a PMDF foca no policiamento ostensivo, prevenção e resposta inicial, a PCDF atua na investigação dos crimes flagrados ou reportados, dando continuidade processual aos casos. O Detran-DF contribui com a fiscalização do trânsito e a verificação documental de veículos, ação crucial para identificar ilícitos. O Corpo de Bombeiros garante a segurança preventiva contra incêndios e atua em eventuais emergências. Esta estratégia integrada faz com que a presença do Estado seja multifacetada e abrangente.

Quais são os objetivos de longo prazo para a segurança no SCS?

As autoridades destacam que o objetivo vai além da redução imediata de índices criminais. A meta é devolver a sensação de segurança e a vitalidade a uma região que é cartão-postal da capital federal. Segundo o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, a UISP representa “uma nova forma de fazer segurança pública no Distrito Federal”, com foco na proteção das pessoas e observância legal.

A ideia é que o SCS se torne um modelo de recuperação e gestão de segurança urbana, servindo de referência para outras áreas do DF e até do país. O modelo da Unidade Integrada de Segurança Pública busca demonstrar que a combinação de presença física permanente, inteligência de dados e articulação institucional é o caminho para resultados sustentáveis.

Como a população e os comerciantes são impactados?

Para o cidadão comum e os lojistas da região, a expectativa é de um ambiente mais previsível e seguro. A presença contínua e visível das forças de segurança, somada à capacidade de resposta rápida, tende a inibir a ação de criminosos oportunistas. O comandante do 1º Batalhão da PMDF, Márcio Rogério, afirmou que a ocupação estratégica impacta diretamente a rotina, contribuindo para um dia a dia mais tranquilo. A médio prazo, um ambiente mais seguro pode refletir em maior movimentação comercial e valorização do local.

O que dizem as autoridades sobre a nova operação?

As declarações dos comandantes reforçam o caráter integrado e permanente da iniciativa. A comandante-geral da PMDF, Ana Paula Habcka, enfatizou a “excelência e integração” como bases do trabalho, reafirmando o compromisso de não permitir que o crime se instale. Já o subsecretário de Integração, Jasiel Fernandes, detalhou a lógica da UISP no Setor Comercial Sul, conectando planejamento, dados e inteligência para oferecer respostas mais ágeis à população, com foco no território e nas pessoas.

O discurso é unânime em destacar que a Operação SCS Integrado é apenas o início. As ações planejadas serão contínuas e poderão variar entre iniciativas de uma única instituição e grandes ações conjuntas, dependendo da necessidade identificada pela inteligência. A dinâmica será adaptável, mas o propósito permanece: fazer da UISP no SCS um símbolo de segurança pública eficiente e integrada no coração de Brasília.

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