Homem é preso pela Polícia Militar na DF-290 transportando 7,5 mil dispositivos e 400 caixas de essências ilegais em operação do Batalhão de Choque.
Um homem foi preso em flagrante por crime de contrabando na manhã desta sexta-feira, 27 de março de 2026, durante uma operação da Polícia Militar do Distrito Federal na rodovia DF-290, na região do Gama. A ação, conduzida por equipes da Patrulha Tática Móvel do Batalhão de Policiamento de Choque, resultou na apreensão de aproximadamente 7,5 mil cigarros eletrônicos e 400 caixas de essências para os dispositivos. O material ilícito, que estava sendo transportado em um caminhão vindo de outro estado, representa um prejuízo estimado em R$ 800 mil para o mercado ilegal de vapes e acessórios assemelhados, cuja comercialização é terminantemente proibida em território nacional por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
A operação que resultou na prisão do suspeito foi viabilizada por meio de um trabalho conjunto entre o serviço de inteligência e as unidades operacionais da Polícia Militar. Após o recebimento de uma denúncia anônima detalhada, que indicava o trajeto de um veículo de carga transportando mercadorias irregulares com destino à capital federal, os policiais do Patamo estabeleceram pontos de bloqueio e monitoramento na DF-290. Ao identificarem o caminhão com as características descritas na denúncia, os militares efetuaram a ordem de parada para uma fiscalização de rotina.
Durante a vistoria inicial na carroceria do veículo, os policiais notaram que a carga estava cuidadosamente ocultada sob uma lona de proteção. Ao removerem a cobertura, localizaram dezenas de caixas de papelão lacradas, sem qualquer identificação de nota fiscal ou guias de transporte legal. Ao abrirem os volumes, os agentes confirmaram a presença massiva de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como vapes, além de uma vasta quantidade de insumos líquidos utilizados para o funcionamento dos aparelhos.
A apreensão realizada pela Polícia Militar levanta novamente o debate sobre os riscos à saúde pública e a rigidez da legislação brasileira quanto aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar. A Anvisa mantém a proibição baseada no princípio da precaução, uma vez que estudos científicos apontam a presença de substâncias tóxicas, metais pesados e altas concentrações de nicotina que podem causar dependência severa e doenças pulmonares graves em curto prazo, como a Evali. A falta de regulamentação torna o mercado atraente para o crime organizado, que utiliza rotas de contrabando para abastecer comércios informais e festas em todo o Distrito Federal.
O indivíduo detido durante a operação no Gama foi autuado pelo crime de contrabando, conforme previsto no Artigo 334-A do Código Penal Brasileiro. Diferente do descaminho, que se refere à entrada de mercadoria permitida sem o pagamento de impostos, o contrabando configura a importação ou exportação de mercadoria proibida. No caso dos cigarros eletrônicos, a proibição de venda, importação e propaganda no Brasil é mantida pela Anvisa desde 2009, o que enquadra qualquer transporte comercial desses itens na esfera criminal federal.

