PCDF prende cinco suspeitos de aplicar o golpe do falso delegado em MG

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Operação Marshal da Polícia Civil desarticulou associação criminosa que utilizava técnicas de engenharia social para extorquir vítimas via transferências Pix.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Divisão de Defraudações e Falsificações (Difraudes), deflagrou nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, a Operação Marshal. A ação resultou na prisão de cinco pessoas e no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão nas cidades mineiras de Contagem, Lagoa Santa e Belo Horizonte. O grupo é investigado por integrar uma associação criminosa especializada no golpe do falso delegado, modalidade de fraude que utiliza a autoridade policial simulada para extorquir valores de cidadãos mediante manipulação psicológica e técnica.

Como funcionava o golpe do falso delegado?

O esquema criminoso desarticulado pela Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf) baseava-se em uma estratégia sofisticada de engenharia social. Os suspeitos entravam em contato com as vítimas fingindo ser autoridades policiais de alto escalão. Durante as abordagens, os criminosos alegavam que o interlocutor era alvo de investigações sigilosas por crimes graves, como a lavagem de dinheiro ou o financiamento de atividades ilícitas.

Para dar veracidade à farsa, o grupo utilizava fotos de delegados reais em perfis de aplicativos de mensagens e empregava uma linguagem jurídica rebuscada. Sob o pretexto de “ajudar” a resolver a situação ou de garantir que os bens da vítima não fossem bloqueados pela justiça, os estelionatários exigiam o pagamento de vultosas quantias. Esses valores deveriam ser transferidos imediatamente, geralmente via Pix, para contas de laranjas, visando dificultar o rastreamento posterior dos ativos financeiros.

A pressão psicológica é o elemento central dessa fraude. Os golpistas criavam um cenário de urgência e medo, impedindo que a vítima buscasse orientação legal ou verificasse a autenticidade da informação com as instituições oficiais. Muitas vezes, os criminosos apresentavam documentos falsificados, como mandados de prisão ou intimações com logotipos oficiais, o que aumentava a taxa de sucesso da extorsão contra pessoas vulneráveis ou sem conhecimento dos procedimentos policiais reais.

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