Com gols de Felipe Clemente e Ramon no Bezerrão, o Alviverde superou o Gato Preto e agora aguarda a definição entre Samambaia e Sobradinho para a decisão.
A Sociedade Esportiva do Gama garantiu sua classificação para a grande final do Campeonato Candango de 2026 ao vencer o Ceilândia por 2 a 1, em uma partida eletrizante disputada na tarde deste sábado, 14 de março, no Estádio Bezerrão. O Gato Preto saiu na frente com um gol marcado por Sandy ainda na etapa inicial, mas o Alviverde da capital reagiu com gols de Felipe Clemente e Ramon para selar a virada diante de sua torcida. Com o resultado positivo em casa, a equipe comandada pela comissão técnica gamense aguarda agora o desfecho do confronto entre Samambaia e Sobradinho para conhecer seu adversário na disputa pelo título estadual deste ano.
Como foi o desempenho tático das equipes no Bezerrão?
Desde o apito inicial do árbitro Maguielson Lima, as propostas táticas ficaram bem desenhadas no gramado do Bezerrão. O Gama, jogando sob seus domínios, assumiu a responsabilidade de ditar o ritmo do confronto, priorizando a manutenção da posse de bola e a circulação paciente entre as linhas defensivas adversárias. A estratégia do Periquito consistia em cansar o sistema de marcação do Ceilândia, buscando brechas laterais, especialmente com as subidas de Lucas Piauí e as inversões rápidas de jogo.
Por outro lado, o Ceilândia adotou uma postura mais reativa e pragmática. O técnico do Gato Preto optou por posicionar sua linha defensiva de forma compacta na entrada da grande área, negando espaços vitais aos atacantes alviverdes. A ideia era clara: suportar a pressão inicial e explorar as transições rápidas através da velocidade de seus pontas. Esse cenário de ataque contra defesa dominou os primeiros vinte minutos, com o Gama sufocando o adversário no campo de ataque, mas encontrando dificuldades para finalizar com perigo real contra a meta defendida pelo experiente goleiro Sucuri.
Quem abriu o placar na semifinal do Candangão?
Apesar do domínio territorial do Gama, foi o Ceilândia quem castigou primeiro em uma jogada de eficiência máxima. Aos 22 minutos do primeiro tempo, após um cruzamento vindo do lado direito, a defesa alviverde não conseguiu afastar o perigo de forma definitiva. A bola ficou viva dentro da área e sobrou para o camisa 11, Marquinhos, que demonstrou inteligência ao perceber a movimentação de Sandy. Com um passe preciso, ele encontrou o companheiro livre na pequena área, que apenas teve o trabalho de empurrar para as redes, marcando seu primeiro gol com a camisa do Ceilândia e silenciando momentaneamente a torcida local.
O gol sofrido não abalou a estrutura emocional do Gama. Pelo contrário, a equipe aumentou a intensidade logo após a pausa técnica para hidratação. A reação veio aos pés do artilheiro da competição, Felipe Clemente. O camisa 48, Renato, realizou um cruzamento preciso para o coração da área, onde Clemente, demonstrando o faro de gol que o consagrou nesta temporada, dominou com categoria e finalizou com potência, sem chances para o goleiro. O empate contra seu ex-clube inflamou as arquibancadas e devolveu a confiança ao time da casa.
Como aconteceu a virada do Gama no segundo tempo?
No retorno para o segundo tempo, o panorama de jogo manteve a equipe do Gama com maior volume ofensivo. As investidas pelas alas continuavam sendo a principal arma alviverde, forçando o sistema defensivo do Ceilândia a se desdobrar em coberturas. Aos nove minutos da etapa complementar, a insistência foi recompensada. Renato, um dos destaques na armação de jogadas, recebeu com liberdade na intermediária e desferiu um lançamento em profundidade para Felipe Clemente.
O centroavante ganhou da marcação na velocidade, invadiu a grande área e, mesmo sob pressão física dos defensores, conseguiu um passe lateral altruísta para Ramon. Com o gol aberto e Sucuri já batido no lance, Ramon apenas completou para o fundo das redes, consolidando a virada gamense. O Estádio Bezerrão tornou-se um caldeirão, com a torcida celebrando a vantagem que colocava o clube muito próximo da decisão do torneio. O Ceilândia ainda tentou uma resposta imediata com Cardoso, mas a finalização perigosa acabou saindo pela linha de fundo, à esquerda da trave.
Com a vaga carimbada, o Gama agora entra em regime de observação para o confronto entre Samambaia e Sobradinho. Independente do adversário, o Alviverde chega com o moral elevado pela sequência de resultados positivos e pela eficiência ofensiva demonstrada por Felipe Clemente. A final do Candangão promete ser um evento de grande porte, mobilizando milhares de torcedores em Brasília e nas cidades satélites, consolidando o esporte como ferramenta de lazer e identidade cultural na região.
O planejamento da Federação de Futebol do Distrito Federal prevê que as finais ocorram em jogos de ida e volta, proporcionando aos finalistas a chance de decidir o título diante de suas respectivas torcidas. Para o torcedor do Gama, a expectativa é de que o time mantenha a organização tática exibida contra o Ceilândia, corrigindo as falhas defensivas que permitiram o gol inicial do adversário. A jornada até o título entra em sua fase mais crítica e emocionante, onde cada detalhe tático e físico fará a diferença na busca pelo troféu de campeão do Distrito Federal.
A vitória por 2 a 1 sobre o Ceilândia foi um reflexo de uma equipe que soube sofrer e reagir nos momentos certos do jogo. O apito final de Maguielson Lima marcou não apenas o fim de uma partida intensa, mas o início de uma semana de grande expectativa para a maior torcida da capital, que sonha em ver o Periquito levantar mais uma taça em sua vitoriosa história no futebol profissional.

